Dia Internacional das Pessoas Idosas: como se manter ativo na terceira idade?
Celebrado em 1º de outubro, o Dia Internacional das Pessoas Idosas chama a atenção para os direitos, o bem-estar e a participação desse público na sociedade. Diante do envelhecimento da população, a manutenção de uma rotina ativa ganha importância para as saúdes física, mental e emocional, além de contribuir para a preservação da autonomia, fortalecimento de vínculos e mais qualidade de vida.
De acordo com a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau João Pessoa, Mara Sousa, as tarefas inseridas na rotina precisam respeitar os interesses, as condições de saúde e a história de vida de cada indivíduo. “É importante ouvir a pessoa idosa e saber o que é significativo e importante em seu cotidiano. As atividades precisam fazer sentido para ela e não podem ser descontextualizadas ou esvaziadas de significado”, explica.
Caminhadas, jogos, leitura, escrita, culinária e trabalhos manuais são algumas opções para manter o corpo e a mente ativos. “Tarefas criativas também costumam estimular a memória, a atenção e outras habilidades cognitivas. No entanto, a escolha deve considerar as preferências individuais. Uma pessoa que sempre gostou de cozinhar, por exemplo, pode retomar essa atividade mesmo diante de limitações físicas. Porém, as adaptações necessárias devem ser realizadas e os cuidados durante a execução precisam ser observados”, pontua Mara.
Os hobbies e a convivência social também contribuem para o bem-estar, a socialização e a retomada dos vínculos afetivos. A orientação é que os familiares procurem conhecer os serviços públicos e as iniciativas comunitárias disponíveis no território, especialmente aquelas direcionadas às pessoas idosas. “Elas têm desejos e constituem afetos. Por isso, a participação em grupos e atividades coletivas é muito importante”, afirma a especialista.
A família também deve observar mudanças de comportamento, como afastamento, falta de interesse por atividades antes valorizadas, redução da participação em grupos e recusa frequente em sair de casa. Segundo a coordenadora, esses sinais podem indicar um processo de isolamento. “Muitas famílias observam, mas não dialogam. É importante estar atento, abrir espaço para a conversa e buscar orientação e cuidado antes que a pessoa se afaste completamente do convívio”, alerta.
Para incentivar uma rotina mais ativa sem gerar pressão, familiares e cuidadores devem priorizar o diálogo e oferecer escolhas compatíveis com os interesses da pessoa idosa. As atividades precisam respeitar limitações físicas, condições de saúde, ritmo e preferências individuais. Quando necessário, a orientação profissional pode ajudar na adaptação das tarefas e na retomada de ocupações significativas, favorecendo a autonomia, a participação social e uma rotina mais saudável.
Imagem: Divulgação/ Curso de Terapia Ocupacional UNINASSAU






