Escutar também é cuidar: psicóloga reforça importância da ajuda profissional

Uso de redes sociais e Inteligência Artificial não substitui acompanhamento com profissionais de saúde mental

Publicado em 23 de setembro de 2026Escrito por Caio Alves
Escutar também é cuidar: psicóloga reforça importância da ajuda profissional

Em uma rotina cada vez mais acelerada e mediada pela tecnologia, as redes sociais e ferramentas de Inteligência Artificial passaram a ser utilizadas por pessoas que buscam compreender sentimentos, organizar pensamentos ou simplesmente conversar. Embora esses recursos possam oferecer informações e orientações iniciais, eles não substituem a avaliação e o acompanhamento com profissionais de saúde mental.

Segundo a psicóloga (CRP02/18453) e coordenadora do curso de Psicologia da UNINASSAU Petrolina, Aline Carvalho Simões, a tecnologia costuma auxiliar na busca por informações, mas não deve ser confundida com diagnóstico ou tratamento. “A Inteligência Artificial pode ajudar uma pessoa a organizar pensamentos, encontrar informações ou até identificar caminhos para buscar ajuda. Mas a saúde mental envolve história de vida, relações, contexto social e características individuais que precisam ser compreendidas de maneira cuidadosa”, explica.

Aline também faz um alerta sobre os conteúdos disponíveis nas redes sociais. “Nem toda informação publicada é produzida por profissionais ou baseada em evidências”.

De acordo com a psicóloga, o sofrimento emocional nem sempre é facilmente percebido e algumas mudanças de comportamento costumam indicar a necessidade de atenção. “Isolamento social, irritabilidade, tristeza frequente, perda de interesse por atividades que antes proporcionavam prazer, alterações importantes no sono ou no apetite e dificuldade de concentração podem ser sinais de que algo não está bem. Também é preciso levar a sério falas relacionadas à desesperança, sensação de não ter saída ou vontade de morrer ou se machucar”.

Nesse contexto, a escuta acolhedora é um importante primeiro passo. “Muitas vezes, quando alguém está sofrendo, ela não precisa inicialmente de uma solução, mas de um espaço seguro onde possa expressar aquilo que está sentindo. Escutar sem julgamentos, críticas ou respostas prontas pode diminuir o isolamento e transmitir a mensagem de que aquela pessoa não precisa passar por isso sozinha”, explica Aline.

A busca por ajuda profissional, segundo a especialista, não precisa acontecer somente quando o sofrimento se torna intenso. “Ansiedade frequente, tristeza persistente, crises, dificuldades relacionadas ao luto, problemas de autoestima e mudanças significativas de comportamento são situações em que a psicoterapia pode contribuir. Não é preciso esperar o sofrimento se tornar insuportável para procurar ajuda”, orienta.

Na UNINASSAU Petrolina, esse cuidado pode ser encontrado na Clínica-Escola de Psicologia. No local. são oferecidos serviços na área de saúde com acompanhamento de profissionais e estudantes em formação, sob supervisão. O espaço aproxima a Instituição da população e amplia o acesso aos cuidados, reforçando a importância de buscar ajuda especializada diante de situações que afetam o bem-estar e a qualidade de vida.

Imagem: Magnific

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