Inteligência Artificial e pesquisa científica marcam o encerramento do III Congresso Brasileiro de Medicina
O último dia do III Congresso Brasileiro de Medicina e do VIII Encontro de Iniciação Científica, eventos promovidos pelo UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Boa Viagem, teve uma programação marcada pela atualização profissional, valorização da produção científica, humanização da saúde e práticas com a Inteligência Artificial (IA). O evento ocorreu no Shopping RioMar e reuniu estudantes, pesquisadores, profissionais e especialistas em debates sobre avanços, técnicas e tendências da medicina.
Iniciando a programação da tarde, no salão principal, o Dr. Victor do Amaral Dias conduziu a palestra “IA além do Estetoscópio”, abordando a importância do instrumento tradicional na prática dos profissionais da saúde e evidenciando a contribuição do mecanismo para a avaliação clínica e a identificação de sinais relacionados às condições do organismo. Além disso, mostrou como ferramentas de Inteligência Artificial auxiliam como guia na jornada acadêmica e em casos clínicos, fornecendo artigos científicos, alternativas de ensino e teorias científicas.
“Temos duas certezas. A primeira é que a IA não vai substituir os médicos. Porém, os médicos que não usam IA vão ser substituídos por quem usa. A Inteligência Artificial vai ajudar na construção de vocês enquanto médicos e na carreira. A segunda certeza é que a IA pode não ser substituta do médico, mas vai ser um membro da equipe de saúde. Vai estar na dispensação dos remédios no hospital terciário ou na atenção básica, gerando uma consulta visual”, afirmou Dr. Victor do Amaral Dias.
Em sequência, aconteceu o debate “Rinoplastia Estruturada”, conduzido por Dr. Eduardo Victor de Paula Baptista. Ele apresentou aspectos da técnica da cirurgia plástica nasal. O médico ainda explicou que o procedimento permite modificar e reconstruir as estruturas nasais por meio de intervenções nas cartilagens e nos ossos, compreendendo as necessidades de cada paciente.
“O paciente sempre vai ter razão quando diz que tem algo, sendo necessário fazer uma avaliação clínica detalhada para identificar o problema. É importante lembrar que a estética anda junto com a função, então, não adianta um nariz bonito se não for possível respira”, pontuou Dr. Eduardo Victor de Paula Baptista.
A programação foi finalizada com a premiação dos trabalhos e artigos científicos apresentados ao longo dos três dias de evento, nas categorias "Resumo Simples", "Resumo Expandido" e "Trabalho Completo". Os vencedores foram, respectivamente: "Expressão da anquirina ANK D2868 para diagnóstico de chikungunya: estudo in vitro"; "Método de Ponseti no Tratamento do Pé Torto Congênito: Eficácia, Recidiva e Fatores Associados à Falha Terapêutica" e "Continuidade do cuidado da Tuberculose na população em situação de rua: proposta operacional para a atenção primária". O momento reconheceu o desempenho dos participantes na pesquisa e no incentivo à produção de conhecimento na área da medicina, fortalecendo a aproximação entre ensino, investigação científica e prática profissional.
Segundo Priscila Mergulhão, estudante do terceiro período do curso de Medicina da UNINASSAU Boa viagem e vencedora na categoria “Trabalho Completo”, o Congresso contribuiu para uma melhor qualificação acadêmica. “Ver a olhar e experiência de outros profissionais, a forma como a medicina está sendo feita, trazendo um olhar muito humanizado para a questão da atuação do médico, é algo que e muito me encanta e busco para acrescentar na minha formação”, destacou.
Ao longo dos três dias, o III Congresso Brasileiro de Medicina e do VIII Encontro de Iniciação Científica (ENIC) promoveram palestras, mesas-redondas, debates e apresentações científicas, proporcionando aos participantes oportunidades de aprimorar o conhecimento e contato com diferentes perspectivas da área médica. A iniciativa reforçou o compromisso da Instituição com a formação acadêmica de qualidade, o incentivo à pesquisa e o desenvolvimento de profissionais preparados para os desafios da saúde.
“Esses três dias de evento foram essenciais para os alunos, pois tiveram experiências em diversas especialidades. Recebemos médicos de todos os locais do Brasil e eles foram muito importantes para o aprendizado. Além disso, as modalidades de palestras foram um grande sucesso. Fazer medicina não é apenas ter um diploma, mas participar de eventos e submeter trabalhos. Isso acaba sendo um diferencial dentro do currículo”, afirmou Terezinha Oliveira, coordenadora acadêmica do curso de Medicina da UNINASSAU Boa Viagem.
Imagem: Pedro Albuquerque/UNINASSAU






