Saiba como os exercícios físicos contribuem para a saúde mental
A prática regular de exercícios físicos pode contribuir não apenas para a saúde do corpo, mas também para o bem-estar mental. Uma revisão de revisões (meta-meta-análise) realizada por cientistas australianos aponta que a atividade física também pode auxiliar no tratamento da depressão e ansiedade. Nesse cenário, diferentes modalidades costumam contribuir para a saúde mental.
Segundo Diogo Van Bavel, coordenador do curso de Educação Física da UNINASSAU Rio de Janeiro, a prática regular de exercícios estimula respostas biológicas no organismo. “O sistema nervoso central passa a liberar substâncias como a serotonina, que aumenta o estado de relaxamento (satisfação após o esforço). E este neurotransmissor, junto com a noradrenalina, ajuda a manter o estado de alerta ao longo do dia e a disposição para atividades diárias”, explica.
Além dos efeitos biológicos, a atividade física também pode proporcionar benefícios sociais e psicológicos. A professora dos cursos de Educação Física e Psicologia da UNINASSAU Rio de Janeiro, Renata Vasconcelos, destaca que o movimento favorece tanto o convívio com outras pessoas quanto a percepção do próprio corpo.
“Você começa a se sentir melhor e mais disposto. Costumo dizer que as melhores ideias vêm com um corpo em movimento. A atividade física proporciona benefícios psicológicos e sociais por meio dos encontros com outras pessoas e também consigo mesmo, favorecendo uma maior consciência corporal e a capacidade de se posicionar no mundo”, ressalta.
De acordo com os especialistas, não existe uma única modalidade de exercício ideal para promover a saúde mental. Segundo Renata Vasconcelos, a escolha deve considerar as preferências individuais e o bem-estar proporcionado por cada opção. “Vamos experimentando diferentes atividades até encontrar aquela que faz bem e melhora a vitalidade. Algumas pessoas vão preferir luta, outras vão se sentir bem com musculação ou dança, por exemplo. O importante é encontrar uma forma de se exercitar e ter os benefícios físicos, sociais, psicológicos e emocionais”, destaca.
Diogo Van Bavel também ressalta que a escolha e a organização dos exercícios devem considerar as condições e os limites de cada pessoa. “Atividades nas intensidades moderadas a alta (corrida, musculação, pilates, crossfit etc.) ajudam no aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro e o importante é a manutenção deste volume de sangue em uma intensidade tolerável. Também é importante ter uma organização das cargas de trabalho e variação dos exercícios, pois muitas pessoas começam a fazer e desistem depois de pouco tempo”, afirma.
A construção de uma rotina de exercícios também pode favorecer o bem-estar emocional e estimular processos de transformação pessoal. Renata Vasconcelos observa que os efeitos da prática regular podem ser percebidos na disposição e na relação com o próprio corpo. “Quem pratica regularmente sente uma diferença significativa a ponto de sentir falta quando deixa de praticar. A vida realmente muda quando incorporamos o movimento à rotina. Ele abre portas para novas possibilidades, processos de transformação, reconstrução e reinvenção da própria vida”, afirma.
Para quem tem pouco tempo disponível, encontrar uma atividade compatível com a rotina pode facilitar a continuidade da prática. Por isso, Diogo Van Bavel reforça que adaptar os exercícios à disponibilidade de cada pessoa pode ajudar a manter a regularidade. “Atividades de curta duração e intensidade mais alta são boas estratégias para quem tem pouco tempo ou não gosta de exercícios regulares, como o HIIT”, conclui.
Imagem: Magnific






