Saiba os riscos de buscar orientações jurídicas usando Inteligência Artificial
Com a grande divulgação e o uso em massa das ferramentas de Inteligência Artificial (IA), dúvidas comumente tiradas com advogados agora são repassadas para chatbots. Apesar da tecnologia ser usada para facilitar o acesso a informações, como leis e direitos, ela também pode trazer riscos. Por exemplo, respostas imprecisas, interpretações que não levam em consideração às subjetividades de cada caso e respostas desatualizadas. Além disso, há a possibilidade de o compartilhamento de alguns dados nessas plataformas expor informações sensíveis.
Segundo a coordenadora do curso de Direito da UNINASSAU Jockey, Especialista em Direito e Processo do Trabalho e Mestre em Ciência Política, Déborah Christina, a Inteligência Artificial pode consultar até sites estrangeiros, o que demanda dos usuários um cuidado redobrado. “Na hora de fazer uma pergunta para a IA, é preciso ficar atento a sua resposta, pois a legislação sofre uma atualização justamente para acompanhar as demandas da sociedade. Então, é preciso entender as consequências disso. A dica é: se o valor da causa é alto e ela for delicada, busque um advogado. Ele vai saber orientar melhor com sua experiência de especialista”.
A coordenadora elenca ainda situações em que a IA é uma aliada, seja na hora da busca por informações ou para exemplificar, na prática, contextos em que a presença do advogado é indispensável. “A Inteligência Artificial não tem emoção. Se o desejo é por uma informação totalmente imparcial, isenta de viés político e sociológico, ela é perfeitamente recomendável. Já em casos mais delicados, como de violência doméstica, a prova é analisada diferentemente. Por exemplo, a palavra da vítima vai ter muita força e isso precisa ser levado em conta nesse tipo de processo. A Inteligência Artificial não vai dar esse resultado dentro desse contexto social. O mesmo serve para situações envolvendo direitos das famílias, englobando o Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirma Déborah Christina.
De acordo com a coordenadora do curso de Direito da UNINASSAU Jockey, o uso prévio das ferramentas de IA é positivo para que, antes da pessoa ir até o advogado, ela já tenha consciência dos direitos e entenda melhor a temática. A Inteligência Artificial é vantajosa para compreender melhor os temas e buscar outras fontes. Porém, para tomar decisões importantes, o profissional é o mais recomendado, pois ele se responsabiliza pelo fato.
Para finalizar, é necessário alertar os usuários a terem cuidado ao compartilhar informações pessoais em ferramentas de Inteligência Artificial. Senhas e credenciais de acesso, informações bancárias, números completos de cartões, documentos sigilosos, dados protegidos por segredo de justiça, informações pessoais de terceiros sem autorização e documentos confidenciais precisam permanecer em sigilo.
Imagem: Magnific






