Terapia ocupacional ajuda a manter a autonomia de pessoas idosas
O envelhecimento pode trazer mudanças na rotina e na forma como algumas atividades do dia a dia são realizadas. No Brasil, essa realidade ganha cada vez mais relevância à medida que a população idosa cresce. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de pessoas idosas passou de 11,3% para 16,6% em 2025. Nesse cenário, ajudá-las a preservarem a autonomia e continuarem participando de atividades é extremamente importante. A Terapia Ocupacional costuma auxiliar utilizando estratégias que consideram as necessidades, os interesses e as possibilidades de cada indivíduo.
Essa área pode contribuir para ampliar a qualidade de vida das pessoas idosas e auxiliar na construção de novos sentidos e possibilidades para essa etapa. “Ela contribui diretamente para a qualidade de vida porque trabalha com as ocupações, ou seja, com tudo aquilo que organiza o cotidiano e dá significado à vida, apoiando o indivíduo a continuar sendo protagonista da sua própria história”, destaca a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da UNINASSAU Rio de Janeiro, Emanuely Javarrotti.
Segundo a professora, falar em autonomia envolve um conceito mais amplo do que a capacidade de realizar tarefas sozinho. Também significa ter poder de escolha, participar ativamente da própria rotina e tomar decisões sobre a própria vida. “A Terapia Ocupacional ajuda a pessoa a adaptar suas atividades, reorganizar seu cotidiano e, muitas vezes, incorporar novas experiências que façam sentido no momento. Além disso, trabalha de forma integrada aspectos como memória, coordenação motora, socialização e bem-estar emocional. A estimulação cognitiva acontece dentro do contexto da vida real, por meio de rotinas, projetos e atividades significativas. A coordenação motora é estimulada em ações práticas, como cozinhar ou realizar atividades manuais. E a socialização é incentivada pela participação em grupos e espaços coletivos”, ressalta.
Mesmo quando existem limitações decorrentes de doenças, quedas ou cirurgias, a Terapia Ocupacional não se limita à reabilitação. A área atua na reorganização do cotidiano, ajudando a pessoa a encontrar novas formas de realizar suas atividades com segurança e autonomia. Esse processo pode envolver adaptações, mas também abrir espaço para novas descobertas, interesses e formas de participação.
Para estimular a autonomia e o bem-estar, pequenas ações no cotidiano podem fazer diferença. Participar das atividades da casa, cozinhar, cuidar de plantas, manter uma rotina ativa, aprender algo novo e cultivar relações sociais são algumas possibilidades. “O mais importante é que essas atividades tenham significado e estejam alinhadas aos desejos da pessoa, contribuindo para um envelhecimento ativo, com mais autonomia, participação e qualidade de vida”, conclui Emanuely Javarrotti.
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