UNINASSAU abre congresso de Medicina e encontro científico com homenagens à ciência e à humanização da saúde

Eventos seguem até 16 de outubro, no Shopping RioMar, no Recife, e reúnem debates sobre formação médica, produção científica e valorização de profissionais que contribuem para a saúde e a sociedade

Publicado em 15 de outubro de 2026Escrito por Rochelli Dantas
UNINASSAU abre congresso de Medicina e encontro científico com homenagens à ciência e à humanização da saúde

O compromisso com a formação médica, a produção científica e a humanização do cuidado marcaram a abertura do III Congresso Brasileiro de Medicina e do VIII Encontro de Iniciação Científica (ENIC), promovidos pelo UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau Recife. A programação segue até o dia 16 de outubro, no piso L3 do Shopping RioMar, com atividades voltadas ao conhecimento, à inovação e aos desafios contemporâneos da área da saúde.

A cerimônia de abertura também foi marcada pelo reconhecimento de personalidades e instituições que contribuem para a medicina, a educação e a cultura. Entre as homenagens, a Orquestra dos Médicos do Recife recebeu o certificado de Honra ao Mérito pelos 30 anos de trajetória. Formado por médicos de diferentes gerações e especialidades, o grupo desenvolve um trabalho que aproxima a prática médica da arte, da sensibilidade e do cuidado humanizado.

A solenidade contou ainda com a entrega da Comenda Maurício de Nassau, distinção instituída em 2004 para homenagear personalidades e instituições que se destacam por suas contribuições à educação, à cultura e à sociedade. A honraria resgata a memória de Maurício de Nassau, cuja administração deixou marcas importantes na história e na configuração urbana do Recife.

Um dos homenageados foi o médico Paulo Barreto Campelo, integrante da Orquestra dos Médicos do Recife e membro da Academia Pernambucana de Medicina. Idealizador de um programa inspirado na reflexão sobre o papel da arte na prática médica — que reconhece seu potencial para curar, aliviar e, sobretudo, consolar —, Campelo representa a aproximação entre conhecimento científico, sensibilidade e acolhimento.

"É sempre bom o profissional de saúde ter a chance de mostrar para as instituições de saúde, os gestores públicos e estudantes da área que a arte pode ser um agregador para acolher pacientes. Essa é uma proposta dentro da medicina ética, humanística, acolhedora e arteterapêutica. Ela traz benefícios para pacientes, familiares e o próprio médico, podendo ser por meio de artes plásticas, música, teatro, dança, fotografia, grafitagem. É muito gratificante quando instituições homenageiam, reconhecem e produzem a possibilidade de terem, no seu universo, a arte como proposta. Nunca tivemos antes uma homenagem com representatividade como a que tivemos nesse Congresso. Ficamos muitos felizes com esse reconhecimento e pela possibilidade da arte estar semeando cada vez mais dentro da Instituição", comentou Paulo Barreto Campelo.

A comenda também foi concedida ao médico infectologista Demetrius Montenegro, mestre em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade de Pernambuco (UPE). Sua atuação ganhou especial relevância durante a pandemia de Covid-19, quando esteve à frente de atividades relacionadas ao enfrentamento da emergência sanitária em Pernambuco.

Para Jânyo Diniz, CEO da Ser Educacional, mantenedora da UNINASSAU, a formação médica precisa acompanhar as transformações sociais, científicas e tecnológicas para preparar profissionais capazes de responder às necessidades da população.

“A Medicina não admite uma formação estática, desconectada das mudanças da sociedade. Precisamos preparar médicos capazes de aprender continuamente, atuar de forma ética, enfrentar situações complexas e contribuir para a evolução dos serviços de saúde”, afirmou.

Imagem: Armando Artoni

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